Sorín

Sorín

Juan Pablo Sorín ( Buenos Aires, 5 de Maio de 1976 ), defendeu a equipe do Cruzeiro em três oportunidaes, e é tido como muitos como um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro Esporte Clube.

Conhecido por seu estilo excêntrico de jogo, Sorín apesar de jogar numa posição defensiva costumava marcar vários gols, tendo feito 17 tentos em su primeira passagem pelo clube Celeste.

Desses 17 gols, o que marcou tanto o jogador quanto a torcida sem dúvida foi o da final da Copa Sul-Minas de 2002, jogo que marcou a despedida de Juampi diante da torcida cruzeirense.

 

Chegada:

Sorín chegou ao Cruzeiro em 2000 vindo do River Plate da Argentina. O clube Celeste em parceria com a HMTF desembolsaram U$ 5,08 milhões por 100 % dos direitos econômicos do argentino, tendo sido na época a contratação mais cara da história da Raposa.

Logo o argentino conquistou fortíssima identificação com a torcida por seu estilo de jogo aguerrido, não fugindo de entradas fortes e exercendo uma liderança impressionante dentro de campo. No mesmo ano em que foi contratado viu seu time conquistar a Copa do Brasil de 2000 em vitória heroica contra o São Paulo.

 

O auge:

Mineirão lotado. 75 mil pesoas lotaram o estádio para acompanhar a despedida do mito argentino que passou a amar o clube nesses dois anos e meio em que esteve vestindo o Manto.

Com 20 minutos de jogo, um susto. Após forte dividida, Sorín sofre grave corte na sombrancelha e quase é substituído a oedido do árbitro, porém após muita insistência o argentino o convenceu a continuar na partida, pois seria o seu último jogo na equipe Celeste na ocasião.

E parecia o destino. Numa jogada que parecia perdida, Ruy Cabeção ganha a bola na linha de fundo, dribla o defensor do Atlético - PR e rola a bola para a marca penal da grande área. Lá estava Sorín, que de forma destrambelhada toca na bola de perna esquerda e define a conquista da Copa Sul-Minas a favor da equipe Celeste.

Estava feita a festa. A torcida ensandecida gritava, chorava de emoção, comemorava e se divertia ao ver um argentino com classe para jogar, porém sem classe nenhuma para dançar.

E assim, partia o argentino rumo à Europa, mas deixava seu coração no Cruzeiro a ponto de escrever uma carta em homenagem ao Clube e à Torcida quando estava no Barcelona:

 

Barcelona, 12 de maio de 2002 (4 meses depois do último jogo de Sorín pelo Cruzeiro na sua primeira passagem por Belo Horizonte).

 

“Há quatro meses conquistamos a Copa Sul Minas. Há quatro meses fui embora do Cruzeiro. O texto abaixo escrevi para mim, porém, senti a necessidade de compartilhar-lo com vocês. Simplesmente para que saibam a importância que tudo isso tem na minha vida. Simplesmente para seguirmos juntos, apesar da distância.

 

Hoje, estréio em meu novo time. São muitas as expectativas e as vontades de sempre, mas esperando um dia retornar a minha segunda casa.

 

15:58 h. – Banderas em tu corazón

 

Setenta e cinco mil caras esperando ver o Cruzeiro campeão. Saímos rodeados de mascotes e crianças, que nos acompanham sempre com um sorriso. Pegamos forte e corremos para o gramado. Uma olhada rápida, mãos para o alto e as primeiras emoções. Não é comum e é até anormal muitas camisas argentinas, celestes e brancas, no Brasil todas sentimentalmente distinguíveis. Chegam as placas de homenagem. Primeiro, do presidente. Depois, da Máfia Azul e logo uma camisa inesquecível com o meia dúzia nas costas, assinada por todos os funcionários do clube. A melhor homenagem, da cozinheira ao ropeiro, os encarregados da limpeza, até meus colegas, médicos, técnicos… Vale ouro! Vale mais suor, ainda!

 

Sorteio a moeda da Fifa, eh? Deu branco e ganhei. No segundo tempo, atacaremos junto ao grosso da nossa torcida. Antes de começar toca o hino brasileiro. Todos cantam e eu não. Procuro minha companheira e concentro-me em silêncio. Observo a torcida e na arquibancada há uma bandeira argentina. Que orgulho! Não posso acreditar. Onde estão meus amigos do bairro para contar-lhes? Jogam balões para os céus com meu rosto estampado numa bendeira vertical. É minha despeida, a partida final. Contenho as lágrimas, soa o apito.

 

16:20 h. – Sarando as feridas

 

Meu Deus! Um choque forte, toco a sombrancelha. Sangue. Puta que pariu! De novo? Quarto corte na cabeça em dois ano e meio. Queria jogar e o juiz reserva “canarinho” disse-me que não! Quase que pede a minha substituição e disse que há muito sangue. Peço-lhe por favor. Hoje, não me deixes de fora, irmão! Ele não entende bem, mas me permite entrar e lávou eu como um “papai smurf”. Serão seis pontos n intervalo, 0 a 0, com uma bola na trave e um susto forte.

 

17:40 h. – Oh meu pai, eu sou Cruzeiro meu pai…

Tira a camisa! Tira a camisa!

 

Parece uma bola perdida, mas sei que o Ruy vai ganhá-la. O “cabeção”, meu amigo e parceiro de quarto, vai tocá-la por um lado e buscá-la pelo outro (fez uma gaúcha, berra o locutor). Entra na área e só rola para trás. Não sei o que faço aí, a não ser confiar nele. Não sei o que faço senão ir além do sonho da despedida e não há tempo prá pensar. Com três dedos e meio esquisitos de prima, com a sempre canhota bendita e a rede se mexe, é o mundo que explode, vem o delírio, a festa… Não pode ser real. As cabecinhas que pulam descontroladas, a camisa voando na mão e um grito eterno, inesquecível, uma dança especial.

 

17:55 h. – Ah, eu tô maluco!

Bi cam-pe-ão!

 

Faltam segundos e não existe sensação comparável como a de ser campeão. Nos olhamos cúmplices com o Cris e rimos da conquista depois do esforço. Somos irmãos, somos um punhado azul de raça inquebrável, enquanto o pessoal na arquibancada baila, grita, goza e por fim estoura com o final.

 

Escuta-se um estrondo inconfundível. Um abraço, dois, um milhão, a correria perdida, louca, entre pulos, festejos com cada companheiro, Toninho, Valdir, Tital e Bolinha, todos malucos. De repente um cara me leva nas costas e damos a volta olímpica. Não quero que isso termine e penso se pudesse parar o tempo nesse instante, mas não posso. E aí, vou dando-me conta que também é o final para mim, que estou indo embora do meu time, da minha cidade, da minha gente. Então, vem a enorme emoção e comemoro como sempre, desenfreado, sem limites, como se fosse a última vez.

 

Comemoro e cumprimento cada canto do maravilhoso Mineirão. Despeço-me e quero abraçar a todos. Quero que dêem a volta conosco, quero dizer-lhes que eles não sabem como necessitamos de todos aqui dentro. Vejo faixas e ainda não acredito. Vejo os rostos de alegria e até hoje nada sai da minha mente.

 

Depois de tudo, a surpresa com a presença de minha mãe extamente no Dia das Mães e é impossível não chorar. Finalmente, recebo a Copa tão desejada. É bonito ser campeão. É grandioso ser capitão do Cruzeiro e ser campeão. Levantamos a taça, desfrutamos e saimos a oferecer aos milhares que estavam por todas as partes até o cansaço. Imagino Minas. Imagino BH. Tudo se acaba e não podia ser tão perfeito.

 

Será que sonhei?

 

Nem um sonho seria tão incrível.

 

Estou partindo e pensando se algum outro dia eu serei tão feliz!”

 

Juan Pablo Sorín

 

Segunda Passagem:

Após um período no Velho Continente, Sorín finalmente voltava à sua velha casa.

Em uma passagem relâmpago, onde jogou 9 jogos marcando 1 gol, Sorín deixava novamente o Cruzeiro, seu clube de coração negociado com o Villareal da Espanha, não podendo ter feito muito pelo time Celeste que se encontrava em má fase.

 

Terceira e última passagem:

Em 2009, o ídolo argentino voltava novamente, porém, esta seria a mais discreta passagem de todas. Problemas físicos adiavam constantemente sua reestreia e o impediam constantemente de manter uma sequência na equipe.

Após ser campeão mineiro e vice da Libertadores, Sorín aos 33 anos, anunciava o fim de sua belíssima e vitoriosa carreira em um amistoso entre o Cruzeiro, seu clube de coração, e Argentinos Jrs, time que o revelara para o futebol.

Sorín foi de fato um dos pouquíssimos argentinos que conseguiram ser amados tanto em seu país natal quanto no Brasil.

E essa paixão de Sorín pelo brasil e principalmente por BH se deve principalmente ao Cruzeiro Esporte Clube.

 Títulos

•                Copa do Brasil 2000

•                Copa Sul Minas 2001 e 2002

•                Supercampeonato Mineiro 2002

•                Campeonato Mineiro 2009



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