A primeira grande chance de redenção

Cruzeiro terá novo presidente até o final do ano. Chance para mostrar capacidade e por o clube nos trilhos

Em 21/05/2020 22:09

A primeira grande chance de redenção

Antes que falem que estou puxando o saco desse ou daquele, que estou passando pano, eu digo: não.
Aliás, quero deixar claro, desde já, que o foco deve ser sempre o melhor do Cruzeiro.
A cada eleição, a chance de continuar algo ou de mudar.
No caso do Cruzeiro, continuar como estava é cavar para baixo num poço sem fundo.
Ou seja, a eleição de Sérgio Rodrigues é a primeira chance de redenção democraticamente escolhida.
Aliás, receberá um Cruzeiro ainda turbulento, mesmo com esforço de cruzeirenses que assumiram o clube e buscaram apagar o fogo que a gestão passada deixou.
Há ainda a questão da perda dos seis pontos.
Em entrevista pós-eleição, Sérgio Rodrigues afirmou que vai buscar reverter, apesar de acreditar ser difícil.
Para ele, a missão é forte, mas a dedicação será plena.
A torcida espera que sim, e vai apoiar quem quiser ajudar o Cruzeiro, de fato.
Aliás, Sérgio Rodrigues já tem um desafio bem grande à frente: resolver uma dívida de mais de R$ 11 milhões na Fifa até o final do mês. Além desta de R$ 5 milhões, a ser discutida de alguma forma.
Se não pagar, nova sanção será imposta.
E aí a ascenção à Série A findaria e o centenário seria em um cenário também catastrófico.
A redenção do Cruzeiro passa por uma reformulação administrativa, um trabalho forte do departamento jurídico, uma comunicação forte com o torcedor e uma proteção da instituição.
O Cruzeiro foi dizimado por seus próprios dirigentes.
Sérgio Rodrigues tem a oportunidade de, em meses, ser um dos presidentes mais importantes da história do clube em quase 100 anos de existência.
A missão é complicada, mas o discurso inicial está bem interessante.
Que as palavras se transformem em atos e atos em fatos.
Logicamente positivos.
E que nossa realidade mude.
Das páginas policiais, seja por calote ou corrupção, temos que ir de volta às glórias.
O caminho é longo, a reestruturação deve ser imediata, assim como o pagamento de dívidas importantes, empurradas desde as gestões de Perrella e Gilvan e que se multiplicaram, assustadoramente, na de Wagner.
Sérgio chega com sangue novo e discurso ativo.
Sem defender, tampouco acusar, esperamos que faça um bom mandato.
Pelo Cruzeiro, para o Cruzeiro, com o Cruzeiro.
O mandato é tampão, mas o trabalho tem que ser o início da reconstrução.
Em outubro teremos outro pleito.
Contudo, até lá, a torcida deve se fechar com o clube, com os atletas, fiscalizar dirigente, exigir resultados.
Só assim a gente vai inverter essa situação complicada.
O novo presidente do clube afirmou que o "Cruzeiro é bem maior que os seus problemas".
A gente acredita nisso.
E espera que as palavras não sejam ao vento.
Até porque quem torce contra o vento não somos nós.
A gente só quer que a tempestade passe...

Por: João Vitor Viana



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