Análise: Entrevista dispensável

Ney Franco é passado. Não é hora de remoer aquilo que não deu certo

Em 17/02/2021 11:27

Análise: Entrevista dispensável

Respeito muito meus amigos jornalistas, falo de antemão. Mas... em se tratando de Ney Franco, vejo a entrevista que ele deu à Rádio 98 com tantas ressalvas, que fica difícil até de saber por onde começar. Talvez, o primeiro comentário a ser feito é que o treinador sequer era desejado pela torcida e o presidente, à época, foi aquele que subiu no banquinho, gritou com a galera e se portou como o dono da verdade. E deu no que deu. Felizmente, esse ano parece que mudou de postura e ouviu o torcedor, que é o patrimônio maior do clube.

Bom, vamos aos pontos da entrevista, que foi reproduzida por outros veículos de comunicação. Não vou ma ater a todos, primeiro, por vários serem absurdos, como  o fato de Ney Franco dizer que "qualquer treinador livraria o Cruzeiro da Série C". Uma falácia de alguém que parou no tempo e sempre estará à beira do caos, pela incompetência gerencial e tática que tem. 

Vou me ater a três tópicos: presença de jovens no elenco, impossibilidade de contratar e rejeição do retorno de atletas emprestados ao grupo. Primeiramente, se teve medalhão, velhão, que falou que havia muito jovem, esse aí podia muito bem pegar a mochila, o boné e ir embora. Isso só mostra que algumas pessoas  (jogadores/diretores) não têm visão de futebol. Por excesso de atletas com mais de 30 anos, aliado a uma série de problemas financeiros que fizeram o Cruzeiro cair para a Série B. Esses mesmos atletas derrubaram técnicos, e cito aqui Rogério Ceni. Pediram a palavra na hora errada e um dirigente, na ocasião, abraçou o mimizento e demitiu o treinador. Palmas para esse doente e esses atletas de altos salários que depreciam os jovens que querem um lugar ao sol. Bizarro!

Ney Franco disse que no momento que chegou o Cruzeiro não  podia contratar. Mesmo assim trouxe dois jogadores ruins para o grupo: Giovane, que ainda está aí, mas não passa de jogador comum; e Matheus Índio, que avaliado por Felipão, foi dispensado e foi parar na reserva do Oeste. Não podia contratar, mas contratou e o jogador era ruim. E aí, Ney?

Outro ponto foi o retorno de atletas que estavam emprestados. Nesse quesito, até dou razão para quem pediu a palavra. Não havia e não há nenhum jogador emprestado que valeria à pena apostar, a não ser Zé Eduardo, que voltou, mas ficou treinando em separado, por birrinha de Deivid e sua turma. No mais, Henrique, Cabral, Jadson, Sassá e qualquer outro jogador que ou não serve mais ou nunca serviu, não deveria ter voltado mesmo. O clube não tinha dinheiro para pagar quem aqui estava, imagina para pagar atleta que estava sendo pago por outros times e veio onerar mais? Não deveriam voltar e quem chamou a responsabiidade deveria ser demitido no dia seguinte.

Ney Franco, em sua entrevista, só mostra o quão certo estava a torcida e o quão errado estava Sérgio Rodrigues. Em uma enquete, Ney era o nono preferido. Nono! E diferentemente do que esse ex-treinador disse, esse mesmo, que está à beira do caos há 12 anos ou mais, felipão tirou o Cruzeiro de um vexame maior. Não daria sequência ao trabalho, pois não tinha mais vontade de estar no clube e não teria aquilo que ele via como necessário. Por isso a mudança de comando e a chegada de Felipe Conceição, que a torcida avalizou e que espera um resultado muito melhor.

Ney Franco é passado e não é hora de ficar remoendo algo que deu errado e que NUNCA MAIS voltará a acontecer. Não com esse pseudotécnico.

Por: João Vitor Viana



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