Um gigante chamado Fábio

Ídolo, pilar, ícone e referência deixa o clube. E sem sucessor!

Em 05/01/2022 21:29

Um gigante chamado Fábio

Se você tem 15, 20 anos, não viu nenhum outro goleiro no Cruzeiro que não Fábio. Viu alguns substitutos, lógico. Fábio lesionou nesse tempo. Mas em mais de 900 jogos (976), Fábio esteve ali, nas alegrias e nas tristezas, caindo e buscando subir com o time. Infelizmente, nos últimos dois anos de outra má gestão, não foi possível voltar.

A compra do clube por Ronaldo trouxe nova esperança, inclusive para o próprio Fábio, que almejava retornar com o clube à elite antes de encerrar sua carreira. Aos 41 anos, o jogador, que por tantas vezes optou por não deixar o Cruzeiro, foi voz silenciosa numa reunião que pouco se ouviu. A decisão estava tomada. Algo muito estranho a alguém que é ídolo, referência e somente o maior jogador da história do Cruzeiro, por tudo que representou e representa. É um gigante!

Temerariamente o clube adotou uma postura seca com alguém que merecia respostas. Pode, ao final, estar correto em sua decisão. Mas é, ao menos, estranha, por não haver atualmente sequer um sucessor. Lucas França? Jamais. O jovem Denivys? Daqui uns anos, talvez. Mas um grande time começa por um grande goleiro. E se Fábio não serveria para um ano de contrato, que fosse conversado. Talvez um contrato de seis meses, podendo prorrogar. Mas foi dado a ele apenas uma escolha: jogar o Campeonato Mineiro. Muito pouco para alguém que já fez muito.

Fábio não é maior que o Cruzeiro, mas é necessário haver um reconhecimento. Primeiro porque aceitou redução salarial dentro de um teto estipulado, se colocou à disposição, estava motivado a ajudar novamente e não vem de uma temporada ruim. A pergunta que fica e que o torcedor se faz é: por que? A mobilização nas redes esteve e está em alta. O #FicaFábio ocupou boa parte do Twitter, Voz em vão, como foi a de Fábio, em sua publicação.

Em meio a uma série de boas notícias, principalmente a saída de péssimos jogadores, contratados pela última gestão de forma equivocada, a torcida perde um ídolo e uma segurança debaixo das quatro linhas. Como disse a publicação da esposa do goleiro, ainda ontem, ele já estava triste. E isso se confirmou em publicação na rede do goleiro na noite desta quarta-feira.

No gol celeste fica um vazio e uma incógnita: quem vai vestir a camisa 1? E outra: por que não ouviram a torcida?

É triste para Fábio sair pelo portão da Toca pela última vez como atleta e é difícil para o torcedor aceitar que o principal jogador do clube ainda poderia render mais. Realmente uma pena. Que um remédio urgente seja contratado, pois não o temos em Belo Horizonte, ao menos, não na Toca da Raposa II.

Por: João Vitor Viana



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