Diferença no caráter

Thiago Neves e Rafael Sóbis se portam como homens, diferentemente de Arrascaeta

Em 04/01/2019 15:24

Diferença no caráter

Muito se diz que no futebol o amor à camisa não existe. Pode ser verdade. Muito possivelmente é verdade. No entanto, há outros sentimentos, como de gratidão, de respeito, que faz com que um atleta, se não ficou lembrado por títulos ou destaque, que este saia pela porta da frente e seja feliz em outro time. Essa é a grande diferença entre Arrascaeta e outros jogadores do Cruzeiro.

Primeiramente destaco Thiago Neves, que foi acusado a torto e a direito que estava forçando sua saída do clube. Em hora alguma vimos ou ouvimos ele se pronunciar. Até porque, caberia ao atleta tão somente acertar uma transferência em que clubes estavam de comum acordo. Como o Grêmio acabou demovendo de uma proposta feita, o jogador não só ficou, como renovou seu contrato até 2020. E se fizer 42 jogos ano que vem, renova até 2021. Foi profissional, respeitou o clube, a torcida e vai ser um atleta importante esse ano.

                                                                                           

Em segundo destaco a postura de Rafael Sóbis, um cara que muita gente pegou no pé, que até vibrou com sua saída do clube. No entanto, foi importante em 2017, importante em 2018 (mesmo sendo reserva), pois é um jogador tarimbado, positivo, que incentiva, que é exemplo e que sempre respeitou contrato. Insatisfeito com a reserva, procurou a comissão técnica, a diretoria, informou que gostaria de jogar mais e viu que no Cruzeiro isso não seria possível, principalmente com a recuperação de Fred e a ascensão de Raniel. Assim, foi homem, acertou o distrato, acordou em receber a rescisão em 10 parcelas e saiu pela porta da frente.

Já Arrascaeta se mostra um jogador perdido, vislumbrado com cifras e que joga toda uma relação de três anos no lixo. Deixou-se levar por oferta milionária, desprezou o clube que o tirou de um time pequeno do Uruguai e deu projeção, desrespeitou a instituição e os seus milhões de torcedores e que vem a público, através de sua rede social, dizer que se sente ameaçado, que preza por sua segurança e fazendo ameaças até certo ponto infantis. Parece um menino mimado e muito mal assessorado. Mostrou que não tem palavra, não tem caráter, não tem postura, não é profissional. E nem é tão menino mais. Aos 24 anos e ganhando uma nota alta, a máscara somente caiu. Esse é o cara que era um dos ídolos e pilares do Cruzeiro: um sujeito oco e imaturo.

Por: João Vitor Viana



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