Em busca da viabilidade

Conselho vota nesta segunda-feira se apoia ou não empréstimo milionário

Em 11/02/2019 13:50

Em busca da viabilidade

                                                                                     

Todo cruzeirense quer ver o clube saneado, autosuficiente, com receitas altas, trazendo atletas e não precisando "se livrar" de alguns para "fazer caixa" e tampar rombo de negociatas mal feitas no passado. Correto? Nessa toada que a atual diretoria celeste espera ter convencido a maioria dos conselheiros, que votam hoje pelo apoio ou não ao empréstimo milionário que o Cruzeiro buscará no exterior. O valor, que gira em torno de R$ 300 milhões, seria pago em condições favoráveis, abatendo a atual dívida, que está se tarnsformando em uma "bola de neve" e ficando impagável. Hoje, na sede administrativa do Cruzeiro, às 19h, o rumo dessa história será conhecido. 

Para se ter uma ideia, algumas negociações feitas no passado têm juros de 28,5% ao mês, uma verdadeira agiotagem. O que o Cruzeiro vai fazer será sentar com seus credores, sejam clubes, agentes, jogadores ou outro interessado, pagar o que deve, renegociar juros e pagar à vista. Com dinheiro em mãos é mais fácil negociar e conseguir um "desconto" no montante devido.

Algumas dívidas, como a envolvendo Latorre, atleta que veio do Atenas por 4 milhões de euros e que sequer jogou profissionalmente, é uma delas. O clube acredita que tendo poder financeiro poderá discutir o contrato firmado e pagar aquilo que a gestão passada deixou. Aliás, vários foram os atletas contratados e que nunca deram satisfação, seja pelo valor envolvido, seja pela decisão de não pagar demais parcelas de um acordo firmado. Para se ter uma ideia, Arrascaeta, que até pouco tempo estava no clube, ainda possuía parcelas em atraso. 

Ou seja, o Cruzeiro irá concentrar toda a sua dívida em uma única fonte, pagando juros bem menores (8,5%) e isso depois de 18 meses de carência. A atual dívida celeste, que gira em torno de R$ 400 milhões, está tomando um rumo assustador e caso não haja uma solução diferente desta atual, a saúde financeira do clube, ainda que com o anúncio do patrocínio máster, tende a não ficar boa tão cedo. 

                                                                                          

Discussão pela mídia

O ex-presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, é contra a medida do clube buscar empréstimo para pagar dívida; Em entrevista a um site esportivo, ele afirma que isso é um risco. "Estão aprontando uma loucura de pegar R$ 300 milhões para pagar dívida. Existe uma despesa mensal que é grande. Essa dÍvida só vai ser paga pelo próximo presidente, porque daqui a um ano e dez meses tem eleição do clube. E a lei não permite isso. Ele não pode tomar um dinheiro emprestado, sujeito a jogar o clube ao buraco. E se não for reeleito?", disse Gilvan. " Eles estão dizendo que vão dar como garantia os recebíveis do Cruzeiro (receitas diversas). Mas o clube tem dificuldade até para pagar a folha de pagamento,  como vai tirar desse dinheiro para pagar juros? Vai viver de quê? Para pegar R$ 300 milhões num empréstimo, você tem que informar de onde vai tirar para pagar", completou. No entanto, o ex-presidente não apontou nenhuma solução para o caso que, aliás, colaborou bastante para que existisse.

Já Itair Machado, vice´presidente de futebol do clube, acredita que o Conselho irá aprovar, até com facilidade o projeto. "Acredito que 80 a 90% estará conosco. É uma situação que a gente não está aguentando. Há dívidas com 28,5% ao mês e a gente quer trazer isso para 8,5%. Só não ficará ao nosso lado quem não é cruzeirense de verdade", desafiou.

Por: João Vitor Viana



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