Comissão de deputados irá investigar indícios e denúncias quanto à Minas Arena

Contrato entre Minas Arena e o Estado de Minas Gerais será investigado Pode haver ruptura

Em 21/05/2019 17:58

Comissão de deputados irá investigar indícios e denúncias quanto à Minas Arena

                                                                                     

A Minas Arena pode começar a se preocupar. Se algo estiver errado, terá que ser esclarecido. isso porque será investigado por uma comissão de deputados estaduais e, nos próximos meses, uma série de conclusões serão feitas sobre o contrato entre a concessionária e o Estado de Minas Gerais. O Mineirão foi reformado para a Copa do Mundo e, desde então, um alto investimento é preciso ser feito mensalmente. Além de receber parte da renda dos jogos no estádio e também de shows, o Estado de Minas Gerais ainda tem pago uma verdadeira fortuna à empresa e isso tem chamado a atenção dos parlamentares da Assembleia Legislativa. Para a instauração da CPI da Minas Arena, como ficou conhecida, foi coletado um número recorde de assinaturas. Ao todo, 47 deputados assinaram e, agora, todo o processo legal será feito. Junto a um número imenso de recursos públicos repassados à concessionária, uma série de denúncias e outros indícios vieram à tona.

O autor do projeto, Leo Portela, mostrou-se satisfeito com o desfecho. A partir de agora uma comissão será formada a partir de indicação dos blocos parlamentares. "Após a publicação da aprovação da CPI, que deve ser nessa quarta-feira (22/05), há cinco dias úteis para a formação da comissão. Será, então, passado aos líderes dos blocos partidários, que indicarão os membros da CPI. Apenas eu, nesse momento, estou confirmado nessa comissão de forma garantida, haja vista que sou o autor. Feito isso, inclusive as indicações partidárias, a comissão irá reunir-se, escolher o presidente e o relator e terá 120 dias para apresentar o relatório final", falou ao Nação 5 Estrelas, com exclusividade.

O relatório final será entregue ao Ministério Público, se constatadas irregularidades, para que os responsáveis paguem pelos seus erros.

Esta é a terceira vez que a CPI foi cogitada na Assembleia, mas devido à pressões governamentais, nunca entrou em votação para apuração de infrações da Minas Arena ou foi posto em dúvida o contrato de cessão à empresa para uso do estádio por 25 anos. Dessa vez, por comoção popular, da qual o Nação 5 Estrelas fez parte, a CPI não só foi posta em votação, como foi aprovada. "Hoje, diferentemente de outras épocas, quando o Estado interveio duas vezes e forçou a retirada de assinaturas, temos uma Assembleia mais independente. E vamos atrás da verdade sobre isso. Analisaremos denúncias e indícios de irregularidades com afinco", destacou Leo Portela.

                                                                                      

Consequências

O desfecho mais drástico seria a dissolução do contrato e a entrega do mesmo à administração de clubes interessados, que poderia ser Cruzeiro, em conjunto com o rival, ou somente o Cruzeiro, haja vista que o time do outro lado da Lagoa está projetando um estádio no bairro Califórnia, este que tem sofrido resistência do Ministério Público por não atender a algumas exigências quanto ao Meio Ambiente.

No entanto, Leo Portela afirma que a CPI não visa deixar na mão de A ou B, o Mineirão. "O estádio é do povo, do entretenimento e sempre foi. O que estamos fazendo é apurando uma série de denúncias que chegam até nós. E é isso que faremos nessa comissão, nesse período que a lei autoriza", ressaltando que o foco da investigação é o contrato com o Estado e práticas da concessionárias, que seriam farudulentas. "Há indícios de superfaturamento de ingresso, declarações falsas de arrecadação, fraudes fiscais outras que até chegaram a ser investigadas pelo Ministério Público Federal, dispensa de licitação para um arquiteto que nunca fez um estádio na vida, entre outros. Tudo isso será apurado", completou o deputado Leo Portela. O Nação 5 Estrelas entrevistou o deputado há cerca de um mês com exclusividade.

Por: João Vitor Viana



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