Parece guerra

Em meio à CPI, Minas Arena afirma que contrato com Cruzeiro foi rompido

Em 11/06/2019 19:43

Parece guerra

A Minas Arena parece se antecipar a algo que tende a vir no futuro.

Ao menos parece.

Em meio a uma CPI, que pode até encerrar o contrato da concessionária com o estado de Minas Gerais, a empresa afirmou que rompeu contrato com o Cruzeiro.

Por meio de nota, dizem que o clube celeste tem dívida superior a R$ 26 milhões e que esse é o motivo após tentativas frustradas de acordo.

O Cruzeiro desconhece tal rompimento e afirma que o contrato continua válido.

Mais um capítulo de uma situação constrangedora que mais se assemelha a uma guerra sem fim.

Anos atrás, na gestão passada, o presidente da época afirmou que deixaria de pagar alguns custos uma vez que o rival teve "privilégios".

O contrato, segundo Gilvan à época, era expresso que se algum clube tivesse condições mais satisfatórias às aquelas que o Cruzeiro assinou, imediatamente o Cruzeiro também seria satisfeito em suas partidas.

E essa briga se prolongou, virou motivo de disse-me-disse na justiça e pela imprensa e nada se resolveu até então.

E quase um mês após a instauração da CPI, que apura irregularidades no contrato com o estado de Minas Gerais, a Minas Arena vem a público comunicar que já negocia, há algum tempo, os custos dos jogos com o Cruzeiro de forma individual, o que inclui os custos.

O Cruzeiro afirma que a antecipação do pagamento dos custos se dá por outras questões que não a finalização do contrato.

Afirma ainda que não vai se sujeitar a qualquer pressão da Minas Arena.

Por fim, ainda afirma que mais de R$ 10 milhões estão bloqueados na justiça por dívidas passadas e que nunca deveu o valor pedido pela concessionária judicialmente.

Uma relação que vai se desgastando há um bom tempo.

E que talvez termine com a apuração da CPI da Minas Arena.

Caso sejam encontradas irregularidades, o relator da CPI, deputado Leo Portela, afirmou que até o rompimento do contrato pode acontecer.

O caso será entregue ao Ministério Público, caso sejam encontrados problemas no curso da investigação.

Aí, nesse caso, o rompimento existirá de fato.

Mas não com o Cruzeiro.

E sim com o estado.

Vamos esperar e ver o que acontece nessa investigação, que deve durar cerca de 120 dias.

E se essa guerra terá, ao menos, uma trégua.

Afinal, julho será o mês mais importante do ano para o Cruzeiro.

E o Mineirão é a NOSSA casa.

Desde 1965.

 

Por: Raposo Sensato



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