Além do penta

Além da taça, conquista da Copa do Brasil pode significar muito para o Cruzeiro

Em 28/09/2017 16:59

Além do penta

É CAMPEÃO! Este é o grito que o torcedor cruzeirense não se cansa de entoar desde a noite de ontem. Uma noite aliás épica no Mineirão, ou na Toca III, as duas nomeclaturas estão certas. Uma noite que começou cedo, aliás muito cedo com os torcedores tomando as ruas de Belo Horionte, esperando a hora de finalmente poder gritar que é sim, o rei de Copas do Brasil.

O título veio suado, sofrido, vencendo Grêmio e Flamengo nos pênaltis, passando suado de Palmeiras, Chapecoense e São Paulo, mas sempre com sucesso. Mas muito além da taça, ser pentacampeão da Copa do Brasil é a consolidação de um trabalho feito por Mano Menezes, comissão técnica e jogadores, e mais, uma esperança de que o ano que vem pode vir a ser ainda melhor.

                                                              

Para começar o Cruzeiro agora é o primeiro brasileiro classificado para a fase de grupos da Taça Libertadores do ano que vem. Não vou aqui comemorar a vaga, comemoramos o título, isso sim, mas em um ano em que tanto desconfiaram da gente, ser o primeiro da país a por seu nome edição mais importante do continente é algo agradável. 

Outro ponto é estarmos no nosso melhor momento na temporada, engatando uma belíssima sequência no Campeonato Brasileiro, que já nos colou na vice-liderança. Com os próximos jogos do time sendo mais uma vez em casa, um deles justamente contra o líder Corinthians neste domingo, é a chance para somarmos mais seis pontos e subirmos de vez na tabela. Não é porque já temos um título importante no ano que não podemos fazer bonito no Campeonato também, o maior de Minas deve estar sempre no topo.

O título fecha com chave de ouro a gestão de Gilvan de Pinho Tavares na presidência do Cruzeiro. Depois de assumir a diretoria com o clube em um estado crítico, ele fez sempre campanhas decentes, mesmo com algumas decisões tomadas de formas equivocadas. Mas mesmo assim, foram dois Campeonatos Brasileiros e uma Copa do Brasil neste tempo, fora os rurais, ou seja uma média de um título realmente grande a cada dois anos, que não é nada mal.

Assim como o mandato de Gilvan, o contrato de Mano Menezes também acaba ao fim de 2017. O técnico, que conviveu com duras críticas (justas até), deve ter o seu contrato renovado ao que tudo indica. Deve ser apenas uma questão de tempo até a eleição presidencial para que o novo presidente renove com Mano.

Manter treinador e elenco, com um presidente que honre a história do maior clube de Minas é a chave para que 2018 seja um ano ainda melhor, e quem sabe não sejamos premiados com o tão sonhado tri da Libertadores.

Por: Paulo Mota e Infozeiro



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