2017 – O ano do ressurgimento do Cruzeiro

Um retrospecto breve e analítico do ano celeste

Em 07/12/2017 00:53

2017 – O ano do ressurgimento do Cruzeiro

2017 – O ANO DO RESSURGIMENTO DO CRUZEIRO

 

            Quando começou o ano, veio o aniversário de 96 anos e as promessas de um time competitivo para o ano. Lucas Silva voltou, antes Hudson e Diogo Barbosa já tinha sido anunciados ainda em 2016. Faltava a grande contratação. Aquela que a torcida tanto pedia nos anos anteriores. Enfim, no final de janeiro, veio Thiago Neves. Foi recebido com festa pelos torcedores. Agora sim, tínhamos um elenco competitivo.

            E o cara decidiu. Foi cobrado, questionado, mas respondeu o porquê que sua contratação foi tão importante. Thiago Neves terminou o ano com 17 gols e 14 assistências, quando alcançando a sua meta que era 20 gols e 15 assistências. Foi o líder técnico de um elenco que se tornou coeso e muito forte. Ele era o responsável por desafogar o time e resolver quando era necessário chamar a responsabilidade. Foi assim contra o São Paulo no jogo de volta no Mineirão ainda nas fases iniciais da Copa do Brasil. Enfim, um dez, que vestia 30, fez história com a camisa celeste.

  

            É claro que ocorre sempre aquelas situações chatas de contusão. E como esteve cheio o Departamento Médico do Cruzeiro em 2017. Críticas e mais críticas por jogadores que se recuperavam e depois passavam por outro problema físico. Isso atrapalhou o time muitas vezes durante o ano, pois a equipe não conseguia uma sequência comprometendo o entrosamento dos titulares. Pegamos o exemplo do Dedé que mais uma vez teve um ano de expectativas se transformar em decepções constantes jogando apenas cinco partidas. No segundo semestre, o “DM” passou por uma grande mudança com a contratação de mais um profissional

            Por falar em zagueiro, foi uma das grandes questões do ano. Caicedo, equatoriano contratado para cobrir a saída de Bruno Rodrigo em 2016, não agradou a torcida e no meio do ano foi emprestado e voltou ao seu país de origem. Manoel teve uma séria fratura em um dos ossos do seu pé direito e isso atrapalhou bem o seu ano. Assim, abriu espaço para um valor da base. Foi assim que Léo conheceu o seu grande parceiro durante grande parte do ano. Murilo, 20 anos, mudou o patamar da zaga celeste e trouxe confiança ao restante do time durante a temporada. Para muitos, foi o melhor zagueiro revelação em 2017 no Brasil.

            Mas uma coisa que incomodou e muito os torcedores celestes em 2017 foram os atacantes de área. Um time começou com Ábila e Sóbis não poderia ter este problema. Pois é. O argentino não possuía um estilo de jogo que agradava o Mano Menezes. Depois de muitos impasses, acabou negociado com o Boca e posteriormente emprestado ao Huracan. Já o Sóbis, começou bem, mas depois caiu e muito de produção, sem citar das contusões. No meio do ano, veio o Sassá. Problemas físicos  o atrapalharam demais. E o que dizer do Raniel? Chegou a ser unanimidade para a torcida celeste e na grande partida da vida, se machucou logo no início da final da Copa do Brasil. Conseguiu lesionar as duas coxas e ao mesmo tempo. Assim, o Cruzeiro terminou improvisando na posição, mesmo com o Judivan, ainda em processo de retorno aos gramados, no banco.

            Outros jogadores se destacaram como Hudson, volante que chegou desconfiado e a sua raça em campo mudou o seu patamar no elenco e com a torcida. Tornou peça chave na parte final da Copa do Brasil ao dar uma cara mais aguerrida ao time. Outro que podemos citar é o Diogo Barbosa. Depois que Egídio foi negociado no final de 2014, vários laterais esquerdos passaram pela Toca, mas nenhum se firmava na posição. Do Botafogo, Diogo chegou e já mostrou serviço no primeiro jogo. Foi assim o ano todo. Triste é saber que não estará na Toca em 2018.

 

            Todos os jogadores possuem a importância o elenco. Claro que cada um com a sua característica e entrando em diversas situações. Alguns contestados pela torcida, mas é normal que tenha sempre aquele que desagrade a maioria seja por qual motivo for. De ponto positivo, fica a base celeste sendo valorizada com muitas revelações. Já citamos Murilo acima, mas tem o Nonoca, Raniel e Artur. De negativo, acredito que muitos jogadores do elenco tiveram chances e não corresponderam a expectativa de Mano. Gerou um desgaste principalmente com a torcida.

            E não podemos encerrar estas linhas sem citar Mano Menezes. Responsável principal pelo ano quem vivenciamos. Montou o elenco que pensou. Criou uma maneira de jogar. Justamente este ponto que não era bem-visto pelos cruzeirenses. Um time bem postado defensivamente e com uma transição de ataque veloz. Ao atacar, era um time que utilizava os passes curtos para furar as defesas. Mas este tipo de jogo necessitava de tempo e de entrosamento. Tempo e resultado nunca andam juntos. Já o entrosamento era complicado devido às contusões. Vieram as cobranças e ele as encarou com naturalidade. Passou por turbulências políticas, mas sempre era ouvido. Precisava trabalhar, mas sem interferência. E assim foi até chegar a glória da conquista. A Copa do Brasil coroou um treinador que mostrou aos seus comandados que a união e perseverança podem levá-los a patamares até então inimagináveis.

Este foi o Cruzeiro 2017. Foi perfeito? Bom, nem mesmo os grandes campeões foram 100% felizes naquilo que almejavam. Mas, então qual palavra podemos resumir este ano? Acho que esta questão é bem mais fácil se voltarmos à 2015 e 2016 e lembrarmos como nessas duas temporadas, os cruzeirenses mais lamentaram do que comemoraram. Por isso, acredito que a palavra ressurgimento  resume bem o ano, pois foi o retorno do Cruzeiro ao cenário nacional.

 

Quem sabe 2018, o cenário seja maior, Digamos um continente. Até lá…

Por: Israel Marinho

 

 



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