Momento delicado

A exemplo de 2011, Cruzeiro está mal e não reage. É preciso mudanças drásticas

Em 09/09/2019 12:05

Momento delicado

Já diria Fernando Vanucci: "É mudar ou mudar de vez". Não há como o Cruzeiro continuar estacionado numa crise que desde maio se instaurou na Toca da Raposa e de lá não saiu. Em meio a denúncias, dirigentes não se pronunciam, o comando do time foi alterado, mas a atitude em campo nada mudou. Fora das quatro linhas nada também se resolve, num cabo-de-guerra e disse-me-disse sem fim. O Cruzeiro, que segundo as denúncias, já não estava arrumado, de lá para cá perdeu o rumo. É preciso mudar.

E as mudanças passam por todos os setores do clube. A torcida exige explicações, estas que nunca vieram, dos dirigentes que foram eleitos para gerirem o clube. Assim como na gestão passada, em meio à crise a diretoria se esconde. Marcelo Djian, que pouco falou desde sua chegada, acabou virando porta-voz de uma diretoria que não dá as caras, a espelho de Gilvan de Pinho Tavares e Bruno Vicintin. Aliás, não explicam uma série de problemas que o clube vem enfrentando, principalmente os financeiros. Ademais, não dizem coisa com coisa quando dão entrevistas avulsas a alguns órgãos de comunicação. A última foi mais um bate-boca com o presidente do conselho, Zezé Perrella. E nessa troca de farpas está o time, que não se encontra, mesmo com a mudança de comando.

Após mais uma derrota, essa vexatória - até porque poderia e deveria ser por um placar maior - quem teve que falar foi o técnico Rogério Ceni. Envergonhado, soltou o verbo e avisou que vai fazer mudanças drásticas no time, pois "se não for assim não há razão para ficar". Ou seja, em pouco tempo, o treinador viu que o buraco é mais embaixo e que se não afastar alguns e promover mudanças de peças e táticas, o Cruzeiro está fadado a ficar em situação ainda pior da que já está. Com um futebol ruim, o Cruzeiro ainda tem contado com a sorte de alguns tropeços de "adversários diretos", o que faz os matemáticos dizerem que esse ano a pontuação de permanência será inferior a 45 pontos.

Desejo os 45 pontos e se tivesse poder, daria carta branca a Rogério. Temos ainda um turno pela frente e podemos sair dessa. Mas para que tomates bons não apodreçam rápido é preciso tirar os podres de perto. E é essa a tarefa que Ceni terá que fazer. Se a diretoria não toma atitude, alguém tem que tomar. A torcida já se manifestou e deu seu recado. Agora cabe ao clube também querer sair dessa situação. 

O Cruzeiro de 2019 é bem similar ao de 2011 em desempenho. Contudo, individualmente tem muito mais qualidade, o que nos faz crer que as tormentas do exterior não sejam tão determinantes para o desempenho em campo. Mas é preciso acertar a casa, pagar os salários, mostrar pulso e dar as caras, coisas que a diretoria deixou de fazer já há algum tempo.

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