Como saída, a base

Sem poder investir, caberá ao técnico Rogério Ceni aproveitar os jovens valores e barrar medalhões

Em 15/09/2019 16:26

Como saída, a base

A saída para o Cruzeiro em 2020 é a base. Não tem outra saída. Em momento de crise financeira e administrativa, resta ao Cruzeiro, sem dinheiro para investir e sem muito mercado a recorrer, apostar naquilo que tem, seja no profissional ou na base. E se no profissional os "bambambans" não estão dando certo, não estão resolvendo, é hora de por a meninada. E não é por atleta na "fogueira". É por quem está com sangue no olho, que pede espaço e que está querendo evoluir na profissão. Como fez Ceni com Rafael Santos na lateral, não seria surpreendente se outros jovens aparecessem. E Maurício, há tempos, precisa de uma sequência.

A entrada de Ederson no meio melhorou a marcação, o passe e a saída de bola. Mas o time ainda carece de criação. David e Marquinhos Gabriel não estão sendo objetivos. Pedro Rocha não solta a bola e, por mais que seja veloz e eficiente, não está rendendo o que dele se espera. Quem sabe, com alguém criativo no meio, ele possa ser melhor aproveitado? E Fred que não abra o olho: não finalizou contra o Palmeiras como dele se espera e precisa chamar mais o jogo para si. Ficar parado dentro da área esperando a bola igual a um poste não ajuda em nada. É preciso se doar mais.

Rogério avisou que tem planos para os jovens. E a torcida dá carta branca a ele para fazer o que quiser. É melhor pecar pelo excesso que pela omissão. Ainda creio que um time com três volantes é a melhor saída para o Cruzeiro no momento, o que Rogério discorda. Quem sabe para a próxima partida não vejamos uma maior evolução da equipe? A gente crê na melhora pelo trabalho e empenho de Ceni. E sabemos que há solução para o time sair dessa incômoda posição em breve. Mas é preciso mexer no núcleo, em alguns experientes e apostar na "molecada".

Por: João Vitor Viana



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