O desabafo de Mano

Treinador afirma que foi um alivio deixar o clube, mas explica

Em 05/11/2019 18:25

O desabafo de Mano

Todo um trabalho tem um início, meio e fim. No caso de Mano Menezes à frente do Cruzeiro foi bem essa história. Apesar de ter como pano de fundo a maior crise administrativa da história do Maior de Minas, o treinador justificou sua saída do clube, em entrevista a uma emissora de TV, pelo desgaste e cobranças.

O técnico, que é historicamente o quarto que mais dirigiu o Cruzeiro, disse que a continuidade depende de um processo e o treinador tem que saber a hora de sair. “Existem momentos em que o trabalho não deve ter continuidade. O treinador sente que não deve dar continuidade ao trabalho. Foi isso que aconteceu comigo no Cruzeiro. Mas tenho que lembrar para as pessoas que estava completando três anos e três meses no comando. O trabalho aponta para um desgaste depois de um certo tempo. E foi o que eu senti no Cruzeiro. Enquanto a gente está no time, a gente acha que pode resolver. Quando a gente achar que não dá pra resolver, a gente sai”, disse o técnico, hoje, no Palmeiras.

Com 235 jogos pela Raposa, Mano ponderou possíveis problemas internos, se atentando mais aos resultados que à problemas extra campo: “Saí aliviado do Cruzeiro. Você não suporta mais uma situação. É um martírio porque você quer continuar vencendo. E dá trabalho manter a roda girando".

Mano Menezes foi um técnico muito importante na história do Cruzeiro, principalmente pelo trabalho de reabilitação feito no clube em 2015 e em sua segunda passagem, em 2016, quando ficou três anos à frente do grupo. No entanto diversos foram os fatores que culminaram na sua saída, principalmente o estilo de jogo extremamente cauteloso, que causou a ira de alguns torcedores e jornalistas. Mauro Cezar, da ESPN, então, parece ter algum problema com o treinador, que nem quando ganha de seis é elogiado. Mas se perde, é execrado. 

No futebol há esse ciclo. Talvez, ainda, Mano não tenha terminado o seu no Cruzeiro. Com mais alguns anos como técnico - Mano projeta mais cinco ou seis anos, pode ser que um dia retorne. Contudo, a história que construiu aqui fica como legado. A única dúvida é o porque de ele não usar jovens no time, como Ederson, que era reserva de Cabral e Jadson, ou Maurício, que com Abel também teve pouca chance. No mais, o cruzeirense certamente aprovou os números e titulos sob o seu comando. O alívio pode ter existido, mas os titulos foram importantes para ambas as partes.

Por: João Vitor Viana
 



Últimas Notícias




História

Títulos

Ídolos Celestes

Jogadores Clássicos

Torcida

Mantos Celestes

Clássicos

Cruzeirenses Ilustres

Estatísticas

Curiosidades

TV Nação

Humor

Cliques da Nação

Artistas Celestes

Gatas Celestes

Tabelas

Calendário de Jogos

Downloads