A ascensão de um gigante

Em 08/12/2016 20:27

A ascensão de um gigante

A conquista da Taça Brasil de 1966 projetou o Cruzeiro tanto no cenário nacional quanto no mundial. Com um time extramente talentoso, o time celeste conquistou o título que mudaria a sua história. Hoje, meio século após a tão importante conquista, vamos caminhar por um retrospecto pela história da Raposa. Enbarque nessa máquina do tempo e veja a ascensão do clube com o passar dos anos. 

Eram outros tempos, quando na década de 60 uma pesquisa feita pelo Estado de Minas apontou que os atleticanos eram mais que o dobro de cruzeirenses em Minas Gerais. A medida que o tempo passava o Cruzeiro foi crescendo, até que em 1966, veio a Taça Brasil. Jogadores e diretoria do clube fizeram um grande esforço para angariar torcedores para a Raposa e tornar o nome do clube o maior de Minas Gerais. 

 

“Esse título foi o alicerce que nós fizemos para o Cruzeiro poder seguir o seu caminho. Sem aquilo ali, o Cruzeiro poderia ter demorado um pouco mais para chegar onde chegou. O Cruzeiro tem a maior torcida do estado, sem dúvida alguma, por causa daquele Cruzeiro. Aquele time é o responsável por toda essa sequência, que foi importantíssima”, afirmou o ex-goleiro Raul Plassmann.

A partir daquele ano o clube mineiro encatou o mundo com seu futebol. O time de estrelas, que contava com Tostão, Dirceu Lopes, Piazza e companhia marcaria a história do clube para sempre.

Os grandes campeões de 66 detalham que Felício Brandi, presidente da Raposa entre 1961 e 1982, levava os jogadores até escolas carentes da capital mineira para fazer doações de material, camisas e alimentos. O ex-zagueiro cruzeirense Procópio Carodoso é um dos vencedores da época que carrega consigo belos depoimentos sobre os bons tempos de Cruzeiro.

"O presidente Felício Brandi e a relações públicas do clube, Inês Helena de Abreu, bolaram um coisa que eu nunca tinha visto. Todas as terças, após o treino, os jogadores do Cruzeiro iam em carros, às vezes em táxis, de dois em dois, levando material escolar para as escolas de Belo Horizonte e nas periferias também. Todas as escolas. Nós ficávamos a tarde inteira fazendo isso. Levávamos lápis, borracha, caderno, régua, tabuada, uma pastinha com o escudo do Cruzeiro e uma camisa do clube. Além disso tudo, dávamos também cinco pacotes de macarrão. E hoje é isso, essa China Azul que você vê hoje, o time do povo”, disse Procópio Cardoso.

“Nós dávamos réguas, lápis, cadernos. Acabava o treino, a relações públicas do Cruzeiro entregava uma caixa para nós e íamos em escolas no Horto, na Floresta, em Contagem, em Betim, e distribuíamos para as crianças. Por isso que surgiu essa série de torcedores que hoje é a maior torcida de Minas Gerais”, relatou o ex-atacante Natal.

“Minha maior alegria é ir ao Mineirão cheio com a torcida do Cruzeiro. Porque, quando eu cheguei aqui, a torcida do Cruzeiro ocupava só um lado pequeno. E, jogando contra o nosso maior rival, que é o Atlético. O Atlético tomava conta de quase tudo. Então, foi um trabalho bem feito pelo presidente, pela Inês Helena, que era nossa relações públicas, e pelo time. Cada vez que você ganhava, você conquistava alguns torcedores. Uma parte dessa torcida fomos nós que conquistamos”, comentou o ex-atacante Evaldo.

 



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