Dossiê Sergio S. Rodrigues

Em quase um ano à frente do Cruzeiro, presidente tem mandato marcado por controvérsias.
Depois da queda para a Série B em 2019 e muitas crises internas, que culminaram no afastamento da gestão anterior, diversas ideias foram estabelecidas, desde o Conselho Gestor até a chegada do atual presidente da Raposa, Sergio Santos Rodrigues. A promessa era de construção de “um novo Cruzeiro”, e isso fez com que a torcida tivesse esperanças de voltar à elite do futebol em 2020. Apesar de aparentemente começar fazendo um bom trabalho na parte administrativa, buscando quitar dívidas e sendo transparente, o mandatário da atual diretoria vem sendo marcado por controvérsias.


“Façam o papel de vocês que eu vou fazer o meu” 


Após vencer Ronaldo Granata na eleição pela presidência do Cruzeiro, Sérgio teve sua posse de mandato tampão no dia 01/06/2020 e, em conversa com jogadores e comissão técnica, o novo presidente assumiu sua responsabilidade: “Façam o papel de vocês que eu vou fazer o meu”. 
O presidente começou a gestão administrativa muito bem, buscando ser transparente através de lives, que ocorriam semanalmente ou quinzenalmente, no canal do Cruzeiro no Youtube , e quitando dívidas. Em agosto de 2020, a gestão de SSR informou ter quitado cerca de R$ 30 milhões de dívidas na FIFA. Dentre elas, o empréstimo do atacante Pedro Rocha junto ao Spartak Moscou- RUS (R$2,5 milhões) e a dívida da compra do atacante Willian, em 2014, de 1,75 milhão de euros (cerca de R$ 10,5 milhões), junto ao Zorya, da Ucrânia. A Raposa também pagou 7 mil dólares (R$ 38 mil) em ação de mecanismo de solidariedade envolvendo Gonzalo Latorre, aquele mesmo, vindo na gestão Gilvan, como venda casada na contratação de Arrascaeta. Latorre nunca jogou pelo Cruzeiro em cinco anos de clube.

Deivid


Tudo estava razoavelmente bem na parte interna. No entanto, o time não conseguia evoluir em campo e as cobranças vieram. A torcida protestava contra o “sumiço” do presidente e as más escolhas do departamento de futebol. Um dos alvos era Deivid, promovido a diretor de futebol em outubro de 2020. Sobe e desce de jogadores da base e alguns critérios do ex-jogador desagrada, ainda, muito a torcida. Em entrevista ao Jornal Hoje em dia, o presidente defendeu Deivid: “Ele corre atrás de patrocinador, corre atrás de relacionamentos que ele tem fora do Brasil para outras coisas. Vira e mexe ele ajuda o Belletti no departamento dele, ajuda o departamento de marketing. É nesse sentido de se envolver em todos os processos do clube, colocar a credibilidade que ele construiu ao longo da carreira, para poder ser mais um membro do Cruzeiro”. 


CPF À FRENTE


Como o futebol não evoluía e as escolhas da diretoria e departamento de futebol não estavam dando o devido resultado, longe das expectativas e as perspectivas de voltar à Série A eram dificílimas, as críticas aumentavam e pareciam incomodar o presidente. Ainda em 2020, em uma coletiva transmitida pelo canal do Cruzeiro, Sergio declarou: “Quem quiser colocar o CPF na frente igual eu coloquei, vem pra cá, tá convidado. Eu coloquei meu CPF na frente”.
Pelas redes socais houve grande descontentamento com a fala do presidente, que pareceu um tanto quanto arrogante, já que, para os torcedores, ninguém o obrigou a se candidatar a presidente.

Episódio “Ney Franco”


Após a demissão de Enderson Moreira, o nome apresentado para comandar o Cruzeiro foi o de Ney Franco. Na época, a decisão de contratar Ney Franco foi desaprovada por unanimidade pela torcida mas, no entanto, o técnico veio com respaldo de Sérgio Santos Rodrigues, unicamente. Em sua curta passagem, Ney Franco teve duas vitórias, quatro derrotas, um empate. Aproveitamento de 33,3% e o resultado? Mais uma multa rescisória a ser paga e pergunta que ficou foi: o presidente colocou seu CPF à frente para pagar? 


“Seremos implacáveis contra quem lesou o Cruzeiro”


Um dos discursos pregados por Sergio Santos Rodrigues foi que a atual gestão seria “implacável contra quem lesou o Cruzeiro”. Em contrapartida, um ano se passou e recentemente o Conselho de Ética, responsável por expulsão dos 29 conselheiros remunerados da antiga gestão, se dissolveu "sem explicação" e punição fica sem previsão de acontecer. Você acredita? Lembrei aqui daquele frase do Fabrício…
“Sei todos os problemas que a gente pegou, mas daqui para frente o problema é meu. Se o salário estiver atrasado o problema é meu, não é culpa dos outros não. Eu sei onde eu entrei.”
Ainda em seus primeiros dias como presidente, em conversa com jogadores e comissão técnica Sérgio assumiu a responsabilidade quanto ao atraso de salários. No entanto, a realidade se encontra bem diferente.
Janeiro de 2021: Jogadores com melhores condições financeiras ajudam funcionários a pagar conta de água e luz. 
“Momento difícil. Jogadores daqui são heróis, muita coisa acontecendo, muito difícil. Vocês não sabem 10% do que está acontecendo. Vamos lutar”, Rafael Sóbis em entrevista ao SporTV.
Maio de 2021: em entrevista ao Superesportes, o presidente admite que a folha salarial dos atletas ainda está em atraso.


“Não vendemos por qualquer preço”


Recentemente, em entrevista ao Globo Esporte, o presidente afirmou que o Cruzeiro não irá negociar jogadores por qualquer preço. “Temos que primeiro entender que se a gente vender (jogadores), teremos substitutos. E claro que tem que ter um preço justo. Não vendemos por qualquer preço”.


O curioso é que, a atual gestão anteriormente acertou por exemplo, a venda do jovem atacante Caio Rosa por R$ 3,4 milhões sem maiores dificuldades e, além disso, jovens promessas também vem sendo liberadas como o caso de Maurício (envolvido em uma troca como Inter o envolvendo o atacante Pottker, que inclusive já foi liberado para negociar com o Al Wasl), Pedro Bicalho e Gui Mendes, Marco Antônio e Paulo. Estes dois últimos ganharam até campanha da torcida nas redes sociais para que a diretoria não os liberassem. Parece que vão ficar. Vamos ver.


Somado a tudo isso, ainda há várias outras declarações e posicionamentos um tanto quanto contraditórios por parte da diretoria. Episódios como o zagueiro Cacá, que se posicionou via Instagram sobre o não cumprimento do acordo feito com a diretoria, recentemente, levou o clube na Justiça. Alem disso, as injustificáveis contratações e a não vinda de Alexandre Mattos para o cargo de diretor de futebol, mostra a inconsistência da atual diretoria. Quanto ao Mattos, os entendimentos não evoluíram não por uma questão financeira, mas porque o presidente se recusou a dar a liberdade pedida pelo executivo para melhorar o departamento de futebol. Para isso as ideias do presidente precisariam estar convergentes com a do diretor de futebol, o que não ocorreu.


Isso corrobora, por exemplo, com o que disse Felipão recentemente. O ex-treinador do Cruzeiro afirmou que deixou o clube por não concordar com as posturas de Sérgio Rodrigues. É sabido que Felipão tinha três anos de contrato e saiu porque dizia ter uma proposta melhor. Até hoje não assumiu nenhum time.

Por : Vívian Rafaelly

 

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